Morre aos 77 o ator e diretor Luiz Carlos Miele na manhã desta quarta-feira (14)

O produtor musical, ator e diretor Luiz Carlos D´Ugo Miele, de 77 anos, será enterrado nesta quinta-feira (15), no Cemitério do Caju, Zona Norte do Rio. Ele foi encontrado morto em sua casa, em São Conrado, Zona Sul do Rio, na manhã desta quarta-feira (14).

Bombeiros do quartel da Gávea foram acionados para uma ocorrência no local, mas Miele já havia morrido após sofrer um mal súbito.

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Segundo Vania Barbosa, empresária e amiga de Miele e da família, a esposa do artista o encontrou caído no chão do escritório e chamou os bombeiros, que constataram o óbito ao chegarem no local.

“Aparentemente ele não tinha problema de saúde, dor no peito ou algo assim. Mas, ultimamente, nos três últimos meses, ele estava querendo fazer tudo ao mesmo tempo: lançar CD, livros, fazer shows. Não sei mais quanto tempo eu vou estar aí”, disse Vania ao G1.

O corpo foi encaminhado para o IML por volta das 14h15. Enquanto ele estava na casa do diretor, por vários momentos, a mulher de Miele, Anita, ficou deitada ao lado dele, enquanto aguardava a liberação médica. Segundo Vânia, o corpo será velado nesta quinta-feira, em local a ser definido, e depois segue para o Cemitério do Caju.

“Showman”, definem amigos

Muito amigo dele, o cartunista Ziraldo também foi à casa da família prestar solidariedade. “Ele acabou virando esse showman fantástico, sofisticado (…) Nesses últimos meses, fizemos uma dupla”, disse.

O produtor Ronaldo Câmara ressaltou o talento do amigo. “Era um showman. Se tivesse nascido em Nova York, era bilionário, era o dono da Browdway. Ninguem dançava e cantava como ele”, declarou.

Nascido em 1938 em São Paulo, o artista, que começou a carreira como locutor de rádio, foi responsável por produzir shows de diversos cantores famosos. Ele se mudou para o Rio em 1959, onde trabalhou na TV Continental como diretor de estúdio.

Da amizade com Ronaldo Bôscoli, um dos principais nomes da Bossa Nova, passou a produzir shows no Beco das Garrafas – reduto que reuniu Sérgio Mendes, Elis Regina e Wilson Simonal. Com Bôscoli, foi dono da boate Monsieur Pujol, por onde passaram artistas como Ivan Lins, Stevie Wonder e Marcel Marceau.

Contratados pela Globo, Miele e Bôscoli produziram os programas “Alô, Dolly”, “Dick & Betty” e “Um Cantor por Dez Milhões, Dez Milhões por uma canção”. Na década de 1970, atuou como humorista em programas como “Faça Humor, Não Faça Guerra” e “Planeta dos Homens”.

“Miele é uma das figuras mais importantes do entretenimento brasileiro. Foi um cara que ajudou a desenvolver a linha de shows, sobretudo da TV Globo. Foi o homem que dirigiu o Roberto Carlos a vida inteira. Miele teve uma vida bem intensa, cheia de experiências. É uma figura emblemática do entretenimento pela relação que teve com vários artistas. [Foi] uma pessoa de excelente bom humor. Foi uma experiência mágica poder vê-lo em ação”, diz João Marcelo Bôscoli, filho de seu maior parceiro.
Nos meados de 2000, ele retomou a carreira na televisão.

No seriado “Mandrake”, viveu o advogado Wexler. Na Rede Globo, em 2008, participou de “Casos & Acasos” e “Tapas e Beijos”. Na novela “Geração Brasil”, interpretou o milionário Jack Parker. Sua última participação foi no programa “Tomara que Caia”, em setembro.

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Luiz Carlos Miele como o personagem milionário Jack Parker, da novela “G3R4ÇÃO BR4S1L”

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